A história de um jovem activista
Utiliza as ruas como tela. Escreve em stencil as suas mensagens. Faz dos muros a sua voz como se de um livro se tratasse.
NESS é o heterónimo de um jovem possuidor de uma inspiração e de sensibilidade crítica que o caracteriza.
Conheceu o stencil há cerca de 3 anos e soube desde o início que mais do que uma forma de arte, este seria o seu modo de protesto.
Começou por fazer experiências em casa e só depois passou para a rua.
Reconhecendo o propósito comunicativo deste tipo de arte urbana, percebe o poder de intervenção e significado das mensagens que pinta.
Do seu trabalho espera tocar na mente e corações de quem passa pelas suas mensagens. O objectivo é que as pessoas interiorizem o que leram e sigam seu caminho levando consigo uma crítica que os faça questionar pois o stencil é uma maneira rápida e eficaz de espalhar uma mensagem.
Por muitos considerado o stencil (como qualquer outro tipo de arte urbana) vandalismo, NESS tem, muitas vezes, dificuldades em se expressar.
As pinturas do artista são, geralmente, feitas sob o Luar e os candeeiros de rua. Os amigos vigiam e guardam-no de possíveis surpresas infelizes.
Nunca precisou de fugir da polícia nem foi preso, mas prefere salvaguardar-se.
NESS encontrou-se no mundo da arte urbana quando descobriu os trabalhos de Banksy. Um artista de rua britânico que, conhecido pela sua arte revolucionária que combina o humor negro ao estilo “status quo” e o grafitti, se destaca pela sua técnica de stencil, e que se veio a tornar o mais famoso do mundo.
O jovem aprendiz leu e pesquisou sobre o trabalho de Banksy assim como o do português Miguel Januário, Obey, Vhils, Blu, entre muitos outros.
Aprendeu a história, a importância da mensagem e as técnicas desta arte de rua revolucionária.
O trabalho em stencil necessita de um envolvimento que talvez muitos não esperam. Abrange sentido e opinião crítica de cada um e a capacidade de ilustrar e representar algo de forma figurativa através de moldes.


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