sábado, 6 de dezembro de 2014

NESS

A história de um jovem activista




Utiliza as ruas como tela. Escreve em stencil as suas mensagens. Faz dos muros a sua voz como se de um livro se tratasse.
NESS é o heterónimo de um jovem possuidor de uma inspiração e de sensibilidade crítica que o caracteriza.
Conheceu o stencil há cerca de 3 anos e soube desde o início que mais do que uma forma de arte, este seria o seu modo de protesto.
Começou por fazer experiências em casa e só depois passou para a rua.
Reconhecendo o propósito comunicativo deste tipo de arte urbana, percebe o poder de intervenção e significado das mensagens que pinta.
Do seu trabalho espera tocar na mente e corações de quem passa pelas suas mensagens. O objectivo é que as pessoas interiorizem o que leram e sigam seu caminho levando consigo uma crítica que os faça questionar pois o stencil é uma maneira rápida e eficaz de espalhar uma mensagem.

Por muitos considerado o stencil (como qualquer outro tipo de arte urbana) vandalismo, NESS tem, muitas vezes, dificuldades em se expressar.
As pinturas do artista são, geralmente, feitas sob o Luar e os candeeiros de ruaOs amigos vigiam e guardam-no de possíveis surpresas infelizes.
Nunca precisou de fugir da polícia nem foi preso, mas prefere salvaguardar-se.

NESS encontrou-se no mundo da arte urbana quando descobriu os trabalhos de Banksy. Um artista de rua britânico que, conhecido pela sua arte revolucionária que combina o humor negro ao estilo “status quo” e o grafitti, se destaca pela sua técnica de stencil, e que se veio a tornar o mais famoso do mundo.
O jovem aprendiz leu e pesquisou sobre o trabalho de Banksy assim como o do português Miguel Januário, Obey, Vhils, Blu, entre muitos outros.
Aprendeu a história, a importância da mensagem e as técnicas desta arte de rua revolucionária.
trabalho em stencil necessita de um envolvimento que talvez muitos não esperam. Abrange sentido e opinião crítica de cada um e a capacidade de ilustrar e representar algo de forma figurativa através de moldes.





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"É da praxe"



Depois da tragédia no Meco, eis a melhor crítica relativa às praxes que alguma vez li.
Talvez um bocado extremista. Talvez nem todas sejam assim.
No entanto, a tragédia no Meco não é o primeiro caso de mortes em praxe a acontecer no país.


É da praxe

"Na Lusófona há meninos trajados como abutres que impedem colegas seus de falar com jornalistas. Nem quero saber se as mortes do Meco se ficaram a dever a um ritual idiota de humilhação e vassalagem; escolho deprimir-me antes com esta omertà manhosa que visa encobrir a vergonha, exorcizar a culpa, proteger a amada "tradição".

Mas fazem bem, os meninos das capitas grotescas. Fazem bem em acalentar as praxes universitárias. Elas são, afinal, a melhor formação a que os nossos filhos se podem sujeitar; treino para viver num país em que a obediência redime, a cabeça baixa salva e a submissão leva à vitória.

Como na tropa, as praxes preparam para o campo de batalha. E para a obediência cega aos mais graduados. Mesmo que as ordens venham de alguém que só tem a sua burrice, a capacidade de chumbar resmas de anos como galões. Passando no teste, as vítimas poderão um dia, oh suprema felicidade!, vir a oprimir os seus próprios recrutas.

Os meninos que mais aprendem com desfiles em trajes menores e excrementos besuntados na cara ficam prontos para altos voos. Prontos, por exemplo, para serem deputados de um partido que os obriga a votar de forma abjecta, contra a sua consciência. E nem sentem vergonha: proclamam ridículas declarações de voto com o ar contrito de soldados que se sacrificaram pelo bem do pelotão. Eles não queriam, ela até fugiu na hora H... mas nenhum ousa abandonar o "grupo" que os pôs a votar contra a decência que neles ainda sobrevive. Foram bem treinados."
Luís Rainha, Jornal i

Catarina Dias

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lionel Messi: mais um ano a dar que falar

FIFA Melhor do Mundo 2012

FIFA Melhor do Mundo 2013

Cristiano Ronaldo: o Melhor do Mundo


O galardão da FIFA para melhor jogador do mundo 2013 foi ontem anunciado. A Bola de Ouro foi ganha por Cristiano Ronaldo que disputava o título com Lionel Messi e Frank Ribéry.
Esta foi a segunda vez que o português ganhou o título de melhor do mundo. O primeiro troféu já lhe tinha sido atribuído em 2008, no entanto Messi terá ocupado o seu lugar nos quatro anos seguintes.

Imprensa nacional

Imprensa Internacional



Catarina Dias

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A emenda: Pepsi perdoada


Foi antes do jogo para o apuramento Mundial’14 entre a selecção portuguesa e a sueca que a Pepsi do país escandinavo lança uma "bomba".

Três imagens publicadas na página de facebook da marca, acompanhadas da frase “Vamos passar por cima de Portugal!”.

Frase que por si só provavelmente não teria mal se o seu slogan não remetesse para um boneco vestido com o equipamento português à imagem de Cristiano Ronaldo, estando este a ser vítima de vodu, esmagado por uma lata do refresco ou ainda preso a uma linha de comboio.




Muitos sentiram-se desrespeitados e mostraram as suas indignações.
A TAP adiantou-se na sua página de facebook repudiando “energicamente a campanha da Pepsi, aguardando um pedido de desculpas à companhia e aos seus clientes. Esta Campanha, ao nível do mais grosseiro hooliganismo, não é grave apenas por se tratar de Portugal e de Cristiano Ronaldo, é ofensiva para todos os que vêm o desporto como um instrumento de relacionamento entre os povos”.

Seguindo-se muitas outras instituições e proprietários de pequenas e grandes empresas.

Proprietário do restaurante Dieci, Braga


E mesmo não querendo dar aso a controvérsias, Ronaldo mostrou-se descontente.

Depois da vitória da selecção portuguesa, a marca de refrigerantes, pediu desculpa a todos os que se sentiram ofendidos.

Esta tarde Cristiano Ronaldo aceitou a desculpa e avançou que vai realizar um projecto solidário com a mesma.

Desculpas aceites por jogador da selecção portuguesa

Pepsi agradece a Ronaldo



Catarina Dias

Coca-Cola, a bebida que se envolve em sentimentos


Mãe de Pai Natal, Coca-Cola, distingue a sua publicidade das outras marcas pelo forte apelo à construção de um “mundo melhor”.

Somos constantemente bombardeados com notícias más. Crise, Troika, cortes, acidentes, crimes, catástrofes, são os temas-chave dos noticiários diários.

Não critico factos nem dados. Não me oponho à noticiabilidade dos acontecimentos. Mas não haverá coisas boas a acontecer? Pequenos gestos? Pequenos acontecimentos.?

Este tem sido o foco da coca-cola nas suas últimas campanhas em Portugal e pelo mundo.

"Há razões para acreditar num mundo melhor", 2011


"E se nos levantarmos?", 2013


"Muda as Estatísticas", 2013


Catarina Dias

Será precisa uma Arca de Noé Moderna?


Ondas “gigantes”, esta tem sido a fotografia da costa portuguesa nos últimos dias.
São muitos os vídeos colocados na Internet e sites de informação demonstrando os estragos que o mar tem feito.

Foz do Douro, Porto

Foz do Douro, Porto

Apúlia, Esposende

Santos Martinho, comandante do Instituto Hidrográfico, declarou à agência LUSA que a agitação do mar provém da formação de sistemas frontais ao largo do Canadá.

O Centro de Estudo Sociais (CES) da Universidade de Coimbra elaborou um inquérito no qual concluiu que a “percepção do risco de tsunami em Portugal é muito baixa, mesmo para as pessoas que habitam nas zonas costeiras”. No entanto não se deixa de fora a possibilidade “real” da formação de um tsunami.

A linha costeira tem estado em alerta vermelho e prevê-se que a agitação marítima volte na próxima semana.

Catarina Dias