terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo, preços novos




Segundo os dados do INE, Portugal, é dos países da zona euro com poder de compra mais baixo. Apesar da situação de crise económica que o país atravessa, o novo ano que se avizinha parece não fazer mudar o cenário dos portugueses.
A saga do aumento dos preços continua em 2014.
Não seria de admirar que houvesse aumentos, mas talvez não se previsse que a lista fosse tão grande.

Na factura da luz espera-se uma subida de 2,8% que de acordo com a ERSE (Entidade Reguladora dos Servições Energéticos) corresponde a um aumento de 1,21€ numa factura de 46,5€.

Relativamente ao Gás natural, a ERSE diz justificar-se uma “revisão das tarifas transitórias aplicáveis aos consumidores” revisão que “corresponde a um acréscimo do preço de energia de 0,23 centEuro/kWh”, o relativo a uma variação de 2,8% da tarifa.

As tarifas dos transportes públicos sofrem um aumento de 1%.

A mesma subida irão ter os inquilinos pelo arrendamento das suas casas. O aumento é inferior ao registado nos últimos anos e apesar da actualização das rendas ser feita a partir de dia 1 de Janeiro, a escolha será do senhorio.

As bebidas alcoólicas e o tabaco também irão sofrer um aumento dependendo do tipo de tributação e tipologia de cada um. Destaca-se o aumento em 25% do tabaco de enrolar.

Preços como o da água e o da restauração ainda não são certos.
No entanto Esposende chega-se à frente e garante que o município não aumentará as tarifas da água em 2014.

Dos bens essenciais, assegurado está que o preço do pão e do leite não será alterado.
Conservado também será o preço das portagens e do cinema.

Os preços sobem e são justificados devido à inflação. No entanto, não se verifica subida de salários devido à mesma. Há, afinal, justiça na subida?

Catarina Dias

O poder das redes sociais, do marketing e do que se pode tornar contra marketing.


Penso não ser novidade o impacto que as redes sociais como o facebook, twitter, instagram ou youtube têm na vida da maioria dos cidadãos.

É o meio mais rápido e fácil de nos expormos, de partilharmos algo ou de nos promovermos. Mas até que ponto é que todo este marketing é favorável? Quando se pode tornar o nosso maior amigo ou inimigo?

No meu último post debati-me com semelhante ideia relativa às promessas de Passos Coelho na propaganda feita pelo mesmo nas candidaturas a Presidente do Partido Social Democrata (PSD) em 2010 bem como no ano seguinte ao cargo de Primeiro-Ministro.

Desta vez trago-vos o caso do vídeo promocional da sociedade de advogados Maria doRosário Mattos e Associados.
O que provavelmente se esperava que fosse uma promoção séria de um escritório de advogados, tornou-se aos olhos de muitos, um polémico vídeo que confunde profissionalismo com imagem visual.

Apesar de a sociedade Maria do Rosário Mattos e Associados, considerar não ter violadonenhuma regra deontológica que orienta o exercício da advocacia, o seu vídeo levou o Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados a receber cincoqueixas. Estas foram enviadas para o Conselho deontológico de Lisboa para que se abra um inquérito visando a necessidade, ou não, de efeitos disciplinares.

As críticas podem ser facilmente vistas em posts e partilhas das redes sociais.
A RFM, em tom de brincadeira, realizou um vídeo semelhante promovendo o programa matinal “Café da Manhã”.

 

Mas se para uns o vídeo destas advogadas é uma afronta, para outros, este é um trabalho de promoção que está a ter o efeito esperado: divulgação do escritório e sociedade de Maria do Rosário Mattos.

Afinal, há melhor marketing do que deixar que o nosso negócio seja divulgado, seja de que maneira for?

Catarina Dias

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Passos, deu-os para trás



Em 2010 candidatava-se ao cargo de Presidente do Partido Social Democrata (PSD). Em 2011 atreveu-se à candidatura de Primeiro-ministro, cargo que ele, Pedro Passos Coelho, mantém até hoje.

Se, por um lado, o habitual seria simplesmente ver cartazes e panfletos na rua, arriscando e antecipando nas suas campanhas, Passos, apostou no formato online. Rendeu-se ao Twitter e à página de Facebook.

"Está na hora de mudar" era o seu lema. Várias foram as promessas e as palavras de preocupação face aos cidadãos portugueses nestas plataformas.
Página de Facebook de Pedro Passos Coelho
Palavras motivadoras. Atrevo-me a dizer até de “compaixão”.

Mas a verdade é que não passaram disso mesmo: meras palavras.
Não é novidade que a boa figura fica sempre bem. No entanto, não é tudo. Prova disso foram  as críticas  realizadas relativas à prestação do Primeiro-ministro de Portugal.

As mesmas armas que levaram Passos Coelho a promover-se, foram as mesmas em que o povo expressou as duas indignações. Páginas de Facebook, Twitter e YouTube, tornaram-se o feitiço contra o feiticeiro.



Página de Facebook
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Catarina Dias